Próteses Penianas
REVISÃO ATUALIZADA DO
CAPITULO DO LIVRO “Disfunção erétil diagnóstico e tratamento” lançado em
1988 ,Livro Medico Editora
Dr. Helio José Ayres Marques
- Dr. Marcio Paulo Sister
O Histórico
Através dos tempos, o homem tem pretendido manter e restaurar sua
potência sexual pelos mais diferentes métodos. Um deles tem sido fonte
inesgotável de estudos e pesquisas, e sempre mereceu certa atenção
especial. Neste capítulo descrevemos a história e utilização das diversas
próteses penianas, das mais simples até os artefatos mais sofisticados. As
tentativas iniciais couberam aos chineses com o emprego de hastes de
marfim, porém, foi somente a partir de 1936 que se tem notícia de
tentativas, com algum sucesso, da recuperação da potência sexual através
de implantes cirúrgicos penianos. A idéia básica era dotar o interior do
pênis de um dispositivo que recuperasse sua rigidez para penetração.
Inicialmente, Bogoras utilizou fragmentos de cartilagem intercostal
introduzindo-os entre os corpos cavernosos para tal finalidade. No entanto
o material usado, além de ser extremamente rígido, não podia ser
devidamente dimensurado para esta função, tendendo finalmente a ser
absorvido com o passar do tempo.
O primeiro implante, com relativo sucesso, empregando material sintético,
foi descrito por Goodwin. Seus estudos iniciais concluíram que o
acrílico, quando introduzido nos tecidos, provocava a formação de uma fina
camada fibrosa ao seu redor, com um mínimo processo inflamatório.
A partir daí, o conceito de implantar-se material artificial no corpo do
pênis ganhou um impulso importante. Vários modelos de próteses foram
utilizados por Goodwin, que na ocasião contava com a ajuda de um dentista
protético. Tais artefatos foram desenvolvidos para serem implantados
entre a fáscia de Buck e a do dartos, cobrindo toda a extensão do pênis.
Entretanto, apesar de alguns pacientes terem obtidos coitos bem sucedidos
após os implantes, esta técnica foi descontinuada, devido à excessiva
rigidez do acrílico. Em 1960,
outro autor, Loeffler descreveu o uso de implantes de acrílico, colocados
cirurgicamente entre os corpos cavernosos; porém foi pouco utilizado
pelos mesmos motivos. Estas primeiras tentativas limitavam o implante de
prótese à porção pendular do pênis: mais ainda, os tecidos escolhidos
para o local não propiciavam boa sustentação para os dispositivos
rígidos.
A primeira aplicação de prótese, uma em cada corpo cavernoso ocorreu em
1966, quando Beheri J. M descreveu sua técnica de implante, na qual eram
utilizadas hastes sólidas de polietileno. Este também foi o primeiro
relato do uso de próteses em todas a extensão do pênis, da glande até a
base dos corpos cavernosos, e não somente na sua porção pendular. Em
1966, após o relato de um trabalho
em
700 pacientes tratados com esta técnica, apesar de obter sucesso no que
dizia respeito à manutenção de uma atividade sexual satisfatória, este
procedimento também foi abandonado: possivelmente a rigidez do material
também não era adequada a este propósito.
Foi Lash
quem, em 1964, utilizou pela primeira vez o silicone. Em 1967, Pearman
descreveu uma metodologia na qual eram realizadas incisões no dorso do
pênis, entre a fáscia de Buck e a túnica albugína, aonde poderiam ser
inseridas próteses planas em sua porção superior, e curvas na que faceava
a túnica albugínea, longas o suficiente para cobrirem a distância da
região do sulco bálano prepucial, até os ligamentos suspensórios.
Entretanto, também esta técnica apresentou inconvenientes, entre elas
dor, extrusão
pela
porção
distal e ausência de uma área de apoio adequado na porção
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