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Câncer de próstata: detecção precoce é a saída.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, nos últimos dez anos, a incidência de câncer de próstata aumentou significativamente entre os homens com mais de 50 anos, transformando a doença num verdadeiro problema de saúde pública. Nos Estados Unidos, por exemplo, a realidade é igualmente alarmante: trata-se da segunda maior causa de morte por câncer.

Porém, um fator permeia o assunto de otimismo. Quando a doença é detectada precocemente há uma chance elevada de cura.

O câncer de próstata acontece quando células malignas proliferam pela glândula prostática.Ainda não são totalmente conhecidos os fatores que levam ao aparecimento da doença, mas já se sabe que a idade e predisposição familiar influem bastante.

A doença é classificada em estágios, de I a IV. O diagnóstico é possível de ser feito em todos eles. No primeiro, as chances de cura são boas; no segundo, já existem complicadores. No último estágio, o câncer já é considerado incurável.

O urologista se utiliza de dois exames para detectar o problema: o toque retal e a dosagem PSA, procedimentos que devem ser realizados freqüentemente pelos homens. O toque retal é um exame simples, feito no próprio consultório. Por meio dele, o especialista analisa o tamanho e a textura da próstata – lesões endurecidas são suspeitas de câncer. Já o PSA, chamado antígeno prostático específico, é uma substância produzida pela próstata. Medir sua fração é outra maneira de investigar se o paciente tem ou não algum problema.

Vale salientar que o diagnóstico de câncer de próstata é apenas suspeitado pela alteração do toque retal ou pela elevação do PSA. A confirmação ou não deste diagnóstico é realizada mediante biópsia de próstata.

O que vem ocorrendo, porém, é que muitos homens adiam a visita ao urologista e até mesmo se recusam, por preconceito, a submeter-se ao exame de toque retal. Sabe-se que aproximadamente 20 % dos pacientes podem ter câncer de próstata suspeitados exclusivamente pelo exame do toque, mesmo tendo PSA normal.

A não-realização do toque retal pode levar ao retardo no diagnóstico de uma parcela significativa de pacientes submetidos a testes de rotina, não cumprindo o objetivo para o qual foi criado, ou seja, propiciar a maior chance de diagnosticar o câncer precocemente.

Caso se confirme a existência de câncer de próstata, cabe ao urologista – especialmente aqueles com o TISBU (Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Urologia) – indicar a melhor conduta para eliminar o problema. Existem várias possibilidades terapêuticas, podendo eventualmente ser necessária a participação de outros profissionais como o radioterapeuta e o oncologista clínico.

Colaboraram com este artigo
Dr. Marcos Tobias Machado (urologista - médico assistente da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC e responsável pelo Setor de Uro-oncologia dos Hospitais de Ensino da Faculade de Medicina do ABC)
Cristina Thomaz (jornalista)

Sugestão de chamada de capa
Detecção precoce pode vencer o câncer de próstata

Visita regular ao urologista é a melhor maneira de manter a saúde em ordem.


Fonte: SBU: Sociedade Brasileira de Urologia